Posts de fevereiro \28\UTC 2012

Moça da nota

A moça da nota de R$ 100 sorriu para mim quando eu a estava colocando na cama, ao lado da carteira. Estou atônito. O que isto significa?

Continuar lendo »

Leitor

– Qual foi a última vez que você leu Bandeira? – Faz tempo, nem me lembro mais. – Lembra de algum trecho? – Sim: “Ordem e Progresso”.

Continuar lendo »

Mutante

Cada nova leitura me transforma. Como leio todos os dias, mudo diariamente. Mesmo que você fale comigo ou trave contato regularmente, tenha certeza de que não está falando sempre com a mesma pessoa.

Continuar lendo »

Filatelista

Apresentando-se ao inicar a entrevista para um novo emprego: – Olha, eu sou o tipo do cara adaptável. Se eu fosse filatelista, por exemplo, eu certamente iria gostar de sê-lo.

Continuar lendo »

Insone

Oração do insone Enquanto o mundo dorme, eu penso. Quando o mundo acorda, eu venço (a insônia – e então, durmo). Dai-me, Senhor, emprego correspondente; Só assim, meu Deus, não fico inadimplente.

Continuar lendo »

Deus

Eu acredito em Deus. Se Ele não existir, a culpa não é minha.

Continuar lendo »

Ateus

– Por que Deus criou os ateus, papai? – Fica quieto, menino, eles nem sabem disso…

Continuar lendo »

Patrulha

Se cada um que dedica seu tempo e talento (ambos recursos escassos) para vigiar e recriminar o pensamento do outro, dedicasse a metade desse mesmo tempo para pensar melhor, para melhorar a sua própria capacidade de pensar, ganhariam o conhecimento e as relações entre as pessoas. Patrulha é coisa de pulha.

Continuar lendo »

O idiotismo num certo tipo de “politicamente correto”

Tenho visto esforços de recriminação de autores de textos politicamente incorretos (“racistas” ou “machistas”, por exemplo), chegando-se ao cúmulo de proporem que não sejam mais lidos. Pode haver atitude mais culturalmente e antropologicamente incorreta do que esta? Mais absurda e autoritária? Julgar o passado com esta prepotência do presente é um caminho acertado? Ou nos [...]

Continuar lendo »

Legião de fantasmas

Tudo o que falamos ou escrevemos, dirige-se a alguém ou a alguns, mesmo que simulemos estar falando a Deus, a um amuleto, ao Universo, a um grilo-ouvinte; e mesmo que o outro não ouça ou leia – porque não já morreu, porque não está presente ou porque não se abre às nossas palavras -, é [...]

Continuar lendo »