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22 fev
Leitura e miséria humana
Acreditar na leitura como meio para transcender a miséria humana é um anacronismo de que padeço e sempre padecerei.
22 fev
Grandes romances e filosofia
“Os grandes romances parecem nascer pontual e propositadamente para corrigir as idolatrias intentatas pela filosofia, para olhá-las com o olhar crítico e relativo do homem que já não se considera o centro do universo.” (Italo Calvino,Natureza e História do Romance, 1958)
22 fev
Romance e conhecimento
“Que tipo de conhecimento esperamos obter com a leitura de romances – de histórias que nãos são ´verdadeiras´? Uma resposta clássica é: conhecimento sobre o coração humano, ou sobre a mente humana. O romancista tem um acesso íntimo aos pensamentos secretos de seus personagens que é negado ao historiador, ao biógrafo e até mesmo ao psicanalista. Assim, o romance é capaz de nos oferecer modelos mais ou menos convincentes de como e porque as pessoas agem da forma como agem.” (David Lodge, A arte da ficção, p. 189-90)
22 fev
Infinitude dos livros
“…os livros do mundo, todos juntos, são como dizem do universo, infinitos.” (José Saramago, Ensaio sobre a cegueira, p. 290)
22 fev
Ler ou reler?
Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos. (Nelson Rodrigues)
22 fev
Leitura e encantamento
“Lemos coisas ínfimas em demasia, que nos deterioram o tempo e não nos trazem nada. Ler, sempre, apenas o que nos encanta, é disso que se trata.” (Goethe)
22 fev
Natureza do livro
“…é da natureza de qualquer livro sair em defesa da narrativa e perpetuar a nossa espécie
(Nélida Piñon, Aprendiz de Homero, 2008)
22 fev
Abrigo das aventuras humanas
“Estou convencida de que o filtro do amor e do prazer encontra-se também nas páginas do livro. E que as bibliotecas do mundo abrigam as aventuras humanas, as da carne e as do pensamento. Os livros e as palavras, inseparáveis, são os melhores inventos da raça humana. E sendo ambos, por excelência, produtos rebeldes, perambulam ao lado de quem sonha, de quem se senta nos bancos escolares, de quem ensina, de quem se aflige, de quem frui a invenção, de quem se encanta com as manifestações da inteligência humana.”
(Nélida Piñon, Aprendiz de Homero, 2008)